Bobagem

Ele estava tranquilo em casa, ouvindo suas músicas antigas, tomando uma taça de vinho, quando o telefone toca e, preguiçosamente, sai do macio tapete, para atendê-lo. Do outro lado, escuta uma voz que tempos atrás o deixaria excitado, somente com aquele alô. Mas hoje, era para ele, uma voz comum, entre várias outras que escutara todos os dias.
Ao término da conversa, quase formal, ele volta para seu confortável tapete branco. Uma voz macia e doce, quase angelical, pergunta: ¨Quem era? O que queria?¨ Ele responde baixinho: ¨ Ninguém.... bobagem.¨

Paulo Francisco

Um comentário:

Ivone disse...

Nossa, suspirei, que lindo isso, pois quem nunca ficou por tempos assim, a espera do tal telefonema que nunca veio até que o sentimento adormecido chegou a quase morrer,ou melhor, morreu, ilusão né?
Lindo, gostei!
Mais abraços!!!