Mulheres




O nome dela eu nunca soube de verdade. Sempre a conheci pelo seu nome de guerra. Gostava da puta da esquina que mexia comigo todos os dias quando chegava de madrugada em casa. Chamava de casa, um atelier que uma das amigas de minha mãe me emprestara, quando tive que sair da casa de meus pais. Naquela época só a amiga de minha mãe e a puta da esquina me entendiam. A amiga de minha mãe morreu. A puta eu não sei. Talvez tenha morrido também. Mas as duas ainda vivem comigo.


 Paulo Francisco

2 comentários:

Van disse...

Oi Paulo

Matéria de que somos feitos.

Somos feitos do que vivemos e do que sentimos.

Me lembrou esta música

http://www.youtube.com/watch?v=ZivK8PmxPWQ

Beijos

Marly de Bastos disse...

As pessoas que mexem conosco, nos fazem mais felizes, mais humanos são as que vivem pra sempre em nossa memória.
bjkas doces