Pois é... hoje o dia foi tenso. Têm determinados exames médicos que ninguém merece. Fazer o quê? ¨Se não fazê-lo como sabê-lo¨? – já parafraseando o Poeta. Mas o que me impulsionou a escrever esse texto não foi a minha visita ao médico. Consultar-me, fazer exames periódicos já faz parte de minha rotina. Toda vez que reclamo as minhas idas ao consultório lembro da frase de minha vizinha Verônica: “Quem manda ficar velho!”
Determinadas rotinas são boas, agradáveis, como as caronas
do Mello às quintas e sextas-feiras na ida e vinda do trabalho, mesmo ouvindo
as piadas velhas e trocadilhos sem graça do Ronaldo – outro colega caroneiro,
gente boa, tão gente boa que com sua sensibilidade sacou imediatamente que eu
estava infartando ao entrar no carro. Salve-Salve amigo se estiver lendo este
texto. Ir ao bar do Guty também é legal, mesmo para uma água mineral. Lá tem
personagens interessantíssimos, dignos de um texto. Sou um observador
silencioso? Talvez! Na semana passada, Guty chamou Liane – sua mulher - para
ver a lua. Acabou indo uma galera para a calçada admirar a lua laranja pousada
na silhueta da montanha. Estava linda mesmo. Lua para se admirar.
Por causa da lua, acabei falando para Tereza – uma
frequentadora do bar – sobre os meus textos que têm a lua como protagonista.
Ela ficou curiosa sobre os meus blogs. Falei que hoje pouco escrevo; que estou
um tanto quanto desanimado. Mencionei do último texto – Dia a Dia que fiz para
Irene – e que uma colega de Blog, a Nelma Ladeira, comentou a preocupação de
não mais me ler. Talvez tenha sido o comentário dela que me incentivou a escrever
este.
Será que vou voltar a escrever? Escrever como antes? Ou vou
narrar de quando em vez uma passagem ou outra do meu dia a dia? Adoro mesclar o
passado com o presente; A ficção com a realidade; mudar as cores das coisas e
transportá-las para outros lugares.
Nelma, obrigado por alertar-me. Talvez, mesmo sem querer, eu
esteja num momento sabático.

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