Amarelo

Amareleceu. O sol invadiu o quarto transformando todas as cores existentes em amarelo ouro. Que belo, Sua Majestade invasora de mim! Permaneço parado – corpo e alma, alimentados pela luz da manhã. Assisto ao caminhar da claridade, deixando-a atingir-me suave e lentamente. Ilumina o meu corpo nu e cuidadosamente, aquece a epiderme exposta àquele ambiente que há pouco era penumbra, era cinza. Corpo totalmente tomado pela cor do rei. Permaneço imóvel. Cansado de mim, retira-se como chegou – suave e lentamente - deixando na pele o calor absorvido. Amareleceu e lá fora um céu azulindo.
Bom dia!

Paulo Francisco

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